segunda-feira, 29 de abril de 2013

Congresso do PS:

Para a tróica é indiferente o teor do discurso do 
serventuário que se segue!
Ao analisarmos o conteúdo do discurso de abertura do XIX Congresso do PS  já havíamos feito referência e demonstrado que, nem o PS, nem a camarilha de Seguro, são, de facto, uma alternativa ao actual quadro da governança.
Demonstrado ficou nesse artigo que o que separa os troiquistas de esquerda – encabeçados pelo partido da rosa – e os troiquistas de direita – representados por PSD e CDS – são meras contradições de pormenor, absolutamente formais e não substanciais.
E, a confirmá-lo, está o discurso de encerramento, bem como as diferentes intervenções, de eminentes figuras pardas do campo socialista. Insistindo na tónica, já há muito defendida, de que o PS é um partido responsável e que é consequente com o cumprimento das responsabilidades internacionais de Portugal face aos credores, lá foram tranquilizando a tróica germano-imperialista que, com o PS de novo no poder, nunca estará em causa o princípio de fazer o povo pagar uma dívida que não contraiu, nem dela retirou qualquer benefício.
Nada disso! O que está em causa é, quando muito, renegociar os termos da dívida e do memorando que, com PSD e CDS, assinaram com a tróica, no sentido de alargar os prazos e maturidades para o pagamento da dita, bem como taxas de juros inferiores àquelas que no presente se praticam.
E, para demonstrar que são uma oposição civilizada, abandonam de vez o discurso da oposição violenta, mas… construtiva que diziam querer encabeçar. Nem uma palavra sobre a exigência da demissão deste governo de traição nacional que, aquando da moção de censura que levaram à discussão e votação no parlamento, diziam empenhadamente defender.
A confirmar que, afinal, ao desancar o indigente Cavaco no seu discurso de abertura do XIX Congresso do PS, Seguro nada mais pretendeu do que distrair os trabalhadores e o povo dos seus reais objectivos.O que Seguro e todas as camarilhas do PS que a ele se uniram pretendem é que, o que verdadeiramente lhes interessa é, apenas e tão só, alcandorar-se de novo ao poder, mas diferindo esse objectivo para 2015, demonstrando estar a borrifar-se para o sofrimento e a miséria do povo português, cuja exigência, democrática e patriótica, é a do derrube imediato do governo dos traidores Coelho e Portas e da demissão do indigente Cavaco que o lidera.
Não podem subsistir  no entanto, quaisquer ilusões entre os trabalhadores e o povo português. Se e quando o PS – com Seguro ou outro a presidi-lo - chegar ao poder, a receita será a mesma que PSD e CDS aplicam- sacrifícios ainda maiores, para garantir o controle do sacrossanto défice orçamental imposto pela Alemanha e o pagamento da dívida.
Exceptuando algumas, poucas, vozes que se opuseram ao discurso oficial, até a pseudo-esquerda dentro do PS se bandeou completamente na perspectiva dos tachos que aí vêm.
E, com o objectivo de garantir desde já que, se e quando forem de novo poder, contarão com um movimento sindical e social dócil e domesticado, lá foram dando indicações ao novo secretário-geral da UGT para, à saída do Congresso, começar o processo de namoro e reconciliação com a CGTP/Intersindical, a fim de voltarem a impôr o colete de forças da concertação social, como método de travar e calar a revolta popular face às medidas terroristas e fascistas que a tróica germano-imperialista dita, quer aos serventuários Coelho e Portas, quer…aos senhores que se seguem!

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