quinta-feira, 4 de abril de 2013

Subtrair o Relvas não chega!


Nesta conta de subtrair o povo exige resto zero!


Demitiu-se o Goebels do governo de traição nacional PSD/CDS – o execrável Relvas, o ministro encarregue de controlar a informação e fazer repetir mil vezes as mesmas mentiras, na expectativa de que, tantas vezes repetidas, o povo e os trabalhadores passassem a considerá-las como verdades! De nada lhe valeu, foi derrubado como qualquer tiranete!

Num artigo publicado na manhã de ontem, na edição online do jornal LUTA POPULAR, em jeito de conclusão afirmava-se que “…se os partidos da burguesia persistem em subtrair os salários e o trabalho, em subtrair as prestações sociais, para aumentar os lucros dos grandes grupos financeiros e bancários que a tróica germano-imperialista representa, os trabalhadores e o povo português devem aumentar a pressão da sua luta contra todos aqueles que compactuaram com o memorando da traição que aferrolha a nossa independência nacional e compromete a possibilidade de uma vida condigna para quem nada mais possui do que a sua força de trabalho, única saída matemática que permitirá subtrair ao PS, ao PSD e ao CDS a possibilidade de voltarem a ser poder”.

Pois, no início da tarde, a confirmar a justeza das lutas que os trabalhadores e o povo português têm prosseguido com o objectivo político expresso de derrubar o governo de traição nacional Coelho/Portas e todos os que com ele têm compactuado, é anunciada a demissão do licenciado Relvas.

Claro está que a comunicação social e os comentadores e opinadores de serviço do costume, começaram logo o seu afã de confundir o acessório com o essencial, o efeito com a causa,  justificando esta iniciativa de Relvas com o facto de se ter tornado insustentável, e ética e moralmente reprovável e inaceitável, ter comprado, à custa da cadeia de favores que habitualmente se gera nos antros de corrupção do poder burguês e capitalista, a sua meteórica licenciatura.

Pura ilusão! A demissão de Relvas é a antecâmara do destino que o povo reserva para este governo de serventuários da tróica germano-imperialista: o seu derrube e a expulsão dos representantes dos seus senhores do nosso país. Um já foi, os outros não perdem pela demora de lhe seguir o caminho!

Esta luta, sempre o afirmámos, é dura e pode ser prolongada. O facto de Relvas, uma das figuras gradas do regime e deste governo vende pátrias, ser forçado a abandonar o poder, não deve desmobilizar os trabalhadores e o povo do objectivo principal da luta dura que têm vindo a implementar e que é o derrube completo deste governo, a constituição de um governo democrático patriótico e a suspensão, no mínimo, do pagamento de uma dívida que não foi contraída pelo povo, nem este retirou dela qualquer benefício, mas que está a ser forçado a pagá-la.

É que, nesta fase da luta, seria fatal não comprender que a demissão de Relvas é apenas um episódio, vitorioso é certo,  da luta pelo derrube deste governo, mas não é, ainda, a vitória final! Porque, se essa ilusão persiste e se consolida, os trabalhadores e o povo arriscam-se a, uma vez mais, se colocarem à mercê da política do bloco central, sendo que a saída de Relvas passa, apenas e tão só, a constituir a moeda de troca no arranjo de um governo de salvação nacional à medida dos interesses de classe que defendem PS e PSD e o satélite de ambos, o CDS.

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