quarta-feira, 31 de julho de 2013

Não leu Marx, Engels e Lenine?

Então leia, se quer aprender algo que sirva quem trabalha!


Alguém desabafava que, por não ter lido Marx, Engels e Lenine, tinha optado por... estar ao lado da esquerda... Toda! Apesar de acreditarmos nas suas boas intenções, o que quem tal afirmação produz não compreende é que tal é uma impossibilidade, porque a esquerda não é uma entidade híbrida e, muito menos, difusa. Esta ideia eivada de romantismo da ampla unidade da esquerda não se compagina com a realidade do motor da história que é a LUTA DE CLASSES!
Muitos dos que se afirmam de esquerda, alinham, no entanto, à primeira contrariedade, ao primeiro sinal de repressão ou quando sentem que, afinal, esta é uma luta que pode ser dura e prolongada, que se desconhece quando será o seu desfecho, e se ele será favorável aos trabalhadores e ao povo, pela pactuação, pela conciliação com a burguesia - a direita - em nome de um pressuposto oportunista e derrotista de que, se não podes vencer o teu inimigo contenta-te com as migalhas que ele estiver disposto a dispensar-te!
Os inúmeros compagnons de route que a história documenta, começam assim: aceitam uns pactos, cedem nalguns princípios e, quando nos damos conta, já se passaram, com armas e bagagens, para o campo daqueles que ontem clamavam ser o inimigo.
Um conselho, pois, a quem, como esta personagem, quer ser da esquerda...toda! Leia Marx, leia Engels, leia Lenine (de preferência nos originais e não em edições que truncam o pensamento dos autores) e verificará que, para além de a sua bagagem cultural ter aumentado significativamente, não perderá mais tempo com declarações de intenção, mas se empenhará, de forma disciplinada, responsável e, sobretudo, organizada no combate pela destruição de um sistema que sobrevive à custa da exploração do homem pelo homem.
Fundamental é a aliança entre todos os sectores do trabalho, classe operária, trabalhadores de serviços, técnicos, etc., assalariados rurais e camponeses, alguns sectores da pequena e media burguesia arruinada fruto da cada vez maior facilitação da concentração capitalista e dos monopólios e da cartelização.
Aliança entre cúpulas partidárias é que não será certamente o caminho. Isto porque não é possível unir aquilo que, em termos de princípios, não é conciliável. Como unir aqueles que não estão dispostos em assumir o poder, que preferem aconselhar a burguesia a gerir o sistema capitalista burguês, contentando-se com algumas reformas de "esquerda" que mascarem a natureza do sistema, com aqueles que defendem que só a destruição do sistema, desde a sua base económica até à sua superestrutura ideológica (consubstanciado no aparelho do estado) será a saída para os interesses dos trabalhadores e do povo?
Como unir aqueles que se refugiam nos eternos lamentos contra as políticas que a burguesia e os seus partidos prosseguem, contra quem trabalha, com aqueles que se propõem organizar e dirigir uma ampla frente de todas as camadas populares para derrubar este governo e constituir um outro que, para além de repudiar o pagamento de uma dívida ilegítima, ilegal e odiosa, colocaria em prática um programa democrático patriótico ao serviço e controlado por quem trabalha e que assegurasse, simultaneamente a nossa independência nacional?
Como unir visões tão antagonicamente opostas como as daqueles que, apesar de se reclamarem de esquerda, aceitam alienar as mais valias produzidas por quem trabalha ao pagamento de uma parte que seja de uma dívida que é um instrumento de que a burguesia se serve para roubar o trabalho e o salário, daqueles que lutam pelo NÃO PAGAMENTO de uma dívida que não foi contraída pelo povo, nem o povo retirou dela qualquer benefício?
A questão não é, pois, saber quem se afirma de esquerda. A questão é, e deve ser esse o princípio que servirá para se constituir, à esquerda, qualquer aliança, quem é pela acção, pela mobilização, pela organização das lutas que tenham por objectivo, num plano mais imediato, o derrube deste governo de traição e o NÃO PAGAMENTO da dívida ilegítima, ilegal e odiosa (porque assente em mecanismos e juros que comprometem a vida de quem trabalha e a independência nacional das nações sujeitas aos programas de resgate impostos pela tróica germano-imperialista e consubstanciados em inúmeras medidas terroristas e fascistas que aplicam contra o povo) e, num plano mais lato, estratégico, a destruição da sociedade que permite que haja exploração do homem pelo homem.
Insistimos! De quem é a culpa? Da esquerda que de compromisso em compromisso, de conciliação em conciliação, deixou que o movimento revolucionário que despontou no 25 de Abril de 1974 tivesse permitido que a direita, a burguesia, tivesse a possibilidade de reconquistar algum do poder que havia perdido, consolidado a sua posição na sociedade e alterado a seu favor a relação de forças que a opõe aos interesses da classe operária, dos trabalhadores e do povo?
Ou da esquerda que foi perseguida, encarcerada e reprimida, impedida de participar nas primeiras eleições ditas livres a seguir ao 25 de Abril, precisamente porque ousou lutar contra todas as correntes oportunistas que levaram a luta operária e popular ao beco sem saída em que hoje se encontra?
A culpa não pode ser da esquerda que, durante a campanha para as eleições legislativas que colocaram no poder os partidos traidores PSD/CDS, se viu impedida, por critérios jornalísticos, de participar nos debates a 5 aos quais a chamada esquerda parlamentar, demonstrando bem qual a noção que tem de democracia e de debate democrático, aderiu sem pestanejar ou, sequer, esboçar uma, ainda que tímida e inócua, denúncia. É que a burguesia sabia que se a verdadeira  esquerda tivesse participado nesses debates a consciência da classe operária, dos trabalhadores e do povo ter-se-iam elevado, pois melhor teriam compreendido que o que se preparava nas suas costas – e que hoje se está a confirmar de forma meridiana – era o roubo do seus salários e do seu trabalho para serem sacrificados no altar do pagamento de uma dívida que não contraíram, nem foi contraída para seu benefício.
É mais do mesmo que se pretende? Ou seja, voltar a conciliar? Voltar a permitir que essa esquerda volte a assumir a direcção do movimento, volte a induzir os mesmos erros do passado que levaram à derrota dos interesses da classe operária, dos trabalhadores e do povo e permitam que a burguesia não só, e uma vez mais, se safe, mas saia de novo reforçada nesta contenda? Voltar a pactuar?
NÃO, OBRIGADO! É preferível estar em minoria, propôr e seguir um caminho que seja efectivamente uma solução e uma saída para que os trabalhadores resolvam, de uma vez por todas, a contradição que opõe a natureza social do trabalho à apropriação privada da riqueza gerada por ele, que ponha fim a um modelo de sociedade que faz da exploração do homem pelo homem o seu paradigma de vida.
Uma linha justa, pode ser minoritária no início da caminhada, mas, no fim, é a única que proporcionará o elevar da consciência de quem trabalha e lhe proporcionará os instrumentos, a ideologia, a combatividade e a coerência necessárias à tomada do poder e à destruição do sistema que os explora.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Trabalhadores da Administração Pública - Nem mais um minuto de trabalho!

Não aos despedimentos! O governo de traição 

nacional tem de ser derrubado!



2013-03-02-manif lx 03Acabam de ser aprovadas no parlamento duas novas leis celeradas do governo Coelho/Portas, uma que aumenta o horário dos trabalhadores da administração pública de 35 para 40 horas semanais, e outra que pretende legalizar o despedimento em massa dos trabalhadores com vínculo ao Estado e despedir também em massa os trabalhadores com contrato precário.
Trata-se de duas medidas inteiramente terroristas. O aumento de 5 horas no horário de trabalho equivale a mais um roubo de cerca de 15% no salário destes trabalhadores e tem por objectivo despedir a curto prazo mais de 50.000 trabalhadores do Estado, sobrecarregando de trabalho, sem remuneração adicional, os que permanecem em funções.

Estas medidas têm de merecer uma resposta firme não apenas dos trabalhadores da administração pública, mas também de todos os demais trabalhadores e de todo o povo. Para além de violentarem aqueles que são directamente atingidos, tais medidas irão traduzir-se num agravamento inaudito das condições de prestação de serviços, sobretudo nas áreas da educação e da saúde, nas quais se concentra a maioria dos trabalhadores do Estado.
Há que resistir por todos os meios a este brutal aumento do horário de trabalho e aos despedimentos que lhe estão associados. Os trabalhadores da administração pública não devem aceitar trabalhar nem mais um minuto que seja. Greves de braços caídos, greves sectoriais e gerais da administração pública são, entre outras, formas de luta a adoptar de imediato.
Se estas medidas do governo Coelho/Portas e dos seus patrões imperialistas passarem, também no sector privado se procurarão aplicar medidas semelhantes. A luta contra o aumento do horário de trabalho na administração pública deve unir todos os trabalhadores, sem excepção. As organizações sindicais devem, de imediato, preparar a realização de uma nova greve geral nacional contra o aumento do horário de trabalho e pelo derrube do governo fascista que o pretende aplicar.
Que todos os democratas e patriotas se unam por estes objectivos! Abaixo a exploração e o massacre sobre quem trabalha! O povo vencerá!


Retirado de:

domingo, 28 de julho de 2013

Seguro faz parte do problema e não da solução!

À medida que parece assentar a poeira levantada pelas famigeradas reuniões para um compromisso de salvação nacional que Cavaco Silva, através  do golpe de estado que organizou e protagonizou, impôs ao três partidos do arco da governação – PS, PSD e CDS – que em 2011 assinaram o Memorando de Entendimento com a tróica germano-imperialista, memorando que remeteu Portugal para a condição de protectorado e o povo português sujeito à maior hecatombe fiscal de todos os tempos, novas e reveladoras histórias vêm a luz do dia.

Desde logo a história agora vinda a público da existência de uma carta secreta , com o carimbo de confidencial e pessoal, que Cavaco alegadamente endereçou a Seguro, Passos e Portas, dois dias após a sua pungente e dramática alocução ao país – isto é, dia 12 do corrente -,  e na qual Cavaco, de forma clara e meridiana, diz já não poder confiar no PSD e no CDS para levar o PS a um pacto de regime conforme exigem os grandes grupos financeiros e bancários que sustentam aquilo a que se convencionou chamar de mercados, designação que não passa do nome de código para banca, exploração e juros faraónicos, ilegítimos, ilegais e odiosos.

Recorde-se que na supracitada alocução, Cavaco exigia, não um acordo vago e indefinido, mas sim um compromisso que, para além de promover a revisão do memorando, assegurasse reformas duradouras. Isto é, que o roubo do trabalho e dos salários, a facilitação e o embaretecimento dos despedimentos, que o aumento dos impostos sobre os bens essenciais e sobre os rendimentos do trabalho, a redução, temporal e em montante, de benefícios sociais como as reformas, o subsídio de desemprego e de doença, entre outros, deixassem de ser temporários para passarem a definitivos e ao arrepio das veleidades  do Tribunal Constitucional que, apesar de inconsequente e parcial, parece constituir uma força de bloqueio para aquelas forças anti-patrióticas e anti-democráticas que persistem em vender o país a retalho e a sacrificar o povo no altar de uma dívida que este não contraiu, nem dela tirou benefício algum.

Ficámos também a saber que a direcção do oportunista Seguro, que tem um espelho seu sentado à mesa da concertação social, disposto a estender a passadeira vermelha da pactuação com os interesses da tróica germano-imperialista que o seu chefe não pode ainda estender ao governo de traição nacional de Cavaco, Coelho e Portas – falamos, claro está, de Carlos Silva, o inefável Secretário-Geral da UGT –, esteve a um passo de não resistir à tentação de assinar esse compromisso de salvação nacional, não tendo sido a menção feita por Coelho – ao bom estilo salazarista e fascista que o tem caracterizado – à necessidade de uma união nacional que terá impedido Seguro, para já, de assinar tal acordo.

Se é certo que as contradições que estalaram entre os diferentes sectores representados nessa autêntica federação de partidos que dá pelo nome de PS, incluindo um valente puxão de orelhas do seu líder histórico, Mário Soares, que verberou a forma como Seguro anunciou a ruptura das negociações com o PSD e o CDS, considerando que este terá sido brando e gerido mal a crise política despoletada por Cavaco, parecem ter para já impedido que o tal compromisso para a salvação nacional se concretizasse, não menos certo é que Seguro e a direcção do PS que encabeça deixaram a porta escancarada a que o mesmo venha a ser uma realidade, isto se o povo e todas as forças democráticas e patrióticas não derrubarem entretanto este governo de traição nacional e o seu mentor Cavaco Silva e impuserem um governo democrático patriótico.


Enquanto as bases socialistas, onde se inclui um vasto sector de operários e, sobretudo, centenas de milhar de trabalhadores, homens e mulheres com um passado de luta e defesa da liberdade, da democracia e da independência nacional, não se mobilizarem para exigir que se faça um balanço crítico, profundo e sério da governação de Sócrates e da responsabilidade que o seu governo teve em abrir a Caixa de Pandora que levou o povo português à situação política, económica e financeira actual, enquanto as bases socialistas não se dispuserem a organizar-se para correr com a actual direcção do PS, protagonizada por Seguro, que persiste em fazer do partido um dos pilares que sustentam o problema que um governo democrático patriótico visa resolver, este partido nunca poderá fazer parte de uma solução democrática e patriótica que se recuse a pagar a dívida e prepare Portugal para a saída do euro e da União Europeia.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa discutem nova Greve Geral!



2013-07-26 -plenario-do-metro-01Reproduzimos uma nota sobre o Plenário Geral de Trabalhadores do Metropolitano que decorreu hoje, na qual se destaca a defesa que foi feita da convocação e realização de uma Greve Geral de dois dias, logo a seguir às próximas eleições autárquicas e com o objectivo expresso de derrubar este governo PSD/CDS.
“Hoje, dia 26 de Julho, o plenário decorreu num espírito de luta e de combate ao governo vende pátrias do Coelho/Portas, tendo sido discutida, também, a questão do golpe cavaquista.
Em destaque estiveram duas intervenções de sindicalistas do Sindem, uma do presidente Luís Franco e outra do vice-presidente José Silveira, que defenderam a continuação da luta sob a forma de greve geral de dois dias, de 24 horas cada, logo após as eleições autárquicas.
O Plenário deu poderes aos sindicatos para convocarem uma greve do Metro para o mês de Agosto, caso entrem em vigor mais cortes salariais ou nos subsídios.
Também foi defendido durante este Plenário Geral que a greve geral foi um êxito, quer no sector público, quer no privado, mas foi dado também relevo à necessidade de nos organizarmos melhor, e de forma mais eficaz,nas próximas greves.
Foi defendida a ideia que hoje ser de esquerda é ser democrático e patriótico.”
2013-07-26 -plenario-do-metro-03Tal como é afirmado pelo nosso correspondente, existe já uma consciência elevada junto dos trabalhadores do Metropolitano, e dos trabalhadores dos transportes em geral, de que é urgente e necessário derrubar este governo de traição nacional, um governo de vendidos aos interesses dos grandes grupos financeiros e bancários representados pela tróica germano-imperialista, e constituir um governo democrático patriótico.
A luta pode ser dura e prolongada, mas os trabalhadores e o povo vencerão! Há, contudo, que deixar claro, como o fazem os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa que, para Ousar Vencer, há que Ousar Lutar!

Retirado de:

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Alocução de Cavaco reafirma:

Um país na condição de protectorado, um governo desacreditado, isolado e sob tutela!


A alocução à nação que Cavaco Silva hoje fez para revelar a sua decisão quanto ao facto de, não tendo sido possível o compromisso de salvação nacional que lançara às lideranças de PSD, PS e CDS na semana passada, significa que era irrelevante para ele e para os grupos financeiros e bancários que representa o que quer que fosse que dessas negociações resultasse.

Só os oportunistas poderiam esperar que das negociações propostas por Cavaco resultaria algo que beneficiasse o povo e quem trabalha. Aliás, se algo de bom emerge desta crise política é o facto de ter ficado meridianamente claro que, fosse o resultado o que aconteceu ou o seu contrário, quem pagaria – como tem vindo a pagar – a factura da austeridade, agora com a necessária estabilidade associada, seriam sempre os suspeitos do costume – os trabalhadores e o povo português.

O que Cavaco pensa ter garantido é que, não tendo sido o esperado o resultado das alegadas negociações entre aqueles que o povo já classifica como os partidos do Memorando de entendimento com a tróica germano-imperialista, os chamados partidos do arco da governação, o trunfo da sua tutela sobre o governo agora remodelado, seria garantia bastante para a tróica germano-imperialista ver acautelados os seus interesses de rapina e dominação do país e exploração sem precedentes dos trabalhadores e do povo.

Tal como referiu na sua alocução, Cavaco conta com alguns trunfos na manga, mormente os apoios que foram tornados públicos durante esta semana de negociações por parte das diferentes associações patronais e por Carlos Silva, putativo candidato a traidor (substituindo-se nessas funções a Proença) que lhe asseguraram que, aquilo que não conseguiu obter do PS, o conseguiria à mesa da concertação social.

Melhor fora, é certo, que ao cenário um presidente, uma maioria e um governo, se associasse uma oposição dócil e amestrada que assegurasse a legitimidade da continuação da política de genocídio fiscal que o governo de traição nacional Coelho Portas, tutelado por Cavaco persiste em levar a cabo e, até, agravar. Cavaco e os interesses dos grandes grupos financeiros e bancários que representa têm consciência de que, não tendo sido possível – por questões meramente tacticistas – contar com Seguro para esta encenação, haverá um momento em que essa sua resistência colapsará.

A única vantagem que os trabalhadores e o povo português podem retirar da iniciativa do processo político protagonizado pelo ditador de Boliqueime é a de que ela serviu para clarificar campos, se é que ainda subsistiam algumas dúvidas. De um lado, alinham todos aqueles que, independentemente de dourarem mais ou menos a pílula, e apesar de divergirem entre uma política de austeridade mais musculada ou menos agressiva, consideram que a dívida tem de ser paga precisamente por aqueles que não a contraíram nem dela retiraram qualquer benefício, isto é, o povo. E são eles Cavaco, o PS, o PSD e o CDS.

Do outro lado da barricada está o povo e quem trabalha, que tem visto o seu salário e o seu trabalhado esbulhados e roubados, que sofre as consequências dos cortes drásticos nas prestações sociais, que vê agravadas as condições de acesso à saúde, à educação, aos transportes e agravados os custos dos bens mais essenciais devido ao aumento de impostos como o IRS, que sofre na carne uma política apostada na venda a retalho de activos e empresas estratégicas importantes para qualquer plano económico que se pretenda independente e favorável aos seus interesses, sujeitos ao despedimento em massa.

O que Cavaco não conseguiu na sua alocução escamotear é que o verdadeiro golpe de estado que protagonizou, com vista a impedir a única solução constitucional possível – a demissão do governo de traição nacional PSD/CDS e a convocação de eleições antecipadas – não obteve os resultados que esperava. O seu plano antidemocrático, que designou como compromisso de salvação nacional, ficou irremediavelmente comprometido, restando-lhe, agora, a solução alternativa de continuar a apoiar um governo que, apesar de tudo, sempre apadrinhou e cuja política nunca se cansou de apoiar.


A situação é cada vez mais clara, já não existindo as máscaras ou jogos de sombra que oblieterem a consciência de vastos sectores do povo. A única saída possível é a do derrube deste governo de traição nacional e do seu mentor Cavaco. O tempo dos diagnósticos e das manifestações já está ultrapassado. É necessário que as Centrais Sindicais, os sindicatos independentes, o povo em geral – trabalhadores, reformados, pensionistas, desempregados, precários, estudantes, intelectuais, etc. -, todas as forças democráticas e patrióticas, plataformas cidadãs, se mobilizem e elejam a Greve Geral Nacional, com ocupação dos locais de trabalho, por tempo indeterminado como instrumento de luta principal com vista ao derrube deste governo e à constituição de um governo democrático patriótico que suspenda de imediato o pagamento da dívida e prepara a saída de Portugal do euro e da União Europeia.

domingo, 21 de julho de 2013

Um manifesto contra o encerramento das Livrarias de Lisboa

Como se pode ler no Manifesto contra o desastroso encerramento das Livrarias da Cidade de Lisboa no centenário da Livraria Sá da Costa, várias são as livrarias que já encerraram – a Livraria Portugal, a Livraria Guimarães, a Livraria Barateira e a Livraria Camões – e outras estão “em vésperas de fechar” – a Livraria Olissipo e a Livraria Artes e Letras, se não mesmo a provecta Livraria Lello -, “vítimas da especulação dos arrendamentos, expulsas pela investida tornada natural das lojas de luxo”.

À burguesia sempre a aterrorizou todo e qualquer movimento cultural não alinhado com a ideologia que mais lhe convém. Isto é, a cultura da conformação, do elogio da corrupção, da desistência, da conciliação de interesses de classe antagónicos, uma cultura que esteja associada à legitimação de um sistema de exploração do homem pelo homem, uma cultura que assenta na menorização do debate franco, aberto e democrático.

E se dantes acreditava que com uma simples fogueira podia queimar os instrumentos de libertação da classe operária, dos trabalhadores, dos povos, dos intelectuais progressistas, levando à paralisia da sua organização e vontade de lutar por um mundo melhor, e desviando-os do caminho a seguir para derrubar o sistema que os oprime, hoje a burguesia torna mais subtil e sofisticada essa destruição.

Já em 1966 o cineasta francês François Truffaut, baseado no romance de Ray Bradbury, realizou o filme Fahrenheit 451, no qual se retratava um bombeiro que, tal como Hitler e o seu inestimável Goebels acreditavam, tinha o dever de destruir todos os livros subversivos, impondo como única informação a que o povo poderia ter acesso o que a comunicação social por si dominada – rádios, televisões, jornais, mas também grandes editores e livreiros que possuiem o monopólio editorial e da distribuição livreira – vomita diariamente, isto é, toda a sorte de entulho ideológico paralizante.

Ora, onde persiste um governo isolado do povo, que sonha proibir a cultura e o acesso ao conhecimento, a liberdade de pensamento, há que destruir aqueles que persistem em servir ao povo os livros da subversão, a informação esclarecida para transformar o isolamento do governo no seu derrube.

Entretido na sua estratégia de poupança que visa demonstrar que, estivesse o PS no poder a seguir este modelo que tem sido imposto à cidade de Lisboa, o país e o povo ganhariam mais e a política de austeridade teria os dias contados, António Costa que tem da cultura a mesmíssima visão que Passos Coelho, isto é, quando alguém pronuncia a palavra dá-lhe imediatamente um tiro, tem feito vista grossa ao que se passa e à possibilidade real de o património cultural que representam as livrarias da cidade de Lisboa sofrerem uma implosão irreversível.

É certo que só o derrube deste governo de traição nacional permitirá que sobrevivam e tenham continuidade livrarias que pugnam por colocar à disposição do povo os instrumentos para que um pensamento livre e democrático se expresse. Mas, não menos certo é que, entretanto, um forte e dinâmico movimento democrático e patriótico se deve levantar e exigir da Câmara Municipal de Lisboa e de todos os órgãos do poder a salvaguarda de um património que é pertença do povo de Lisboa, mas também do povo português.

Movimento que deve questionar de forma firme e decidida as razões que impediram, por exemplo, a chamada esquerda parlamentar de suscitar a fiscalização sucessiva da Lei dos Despejos – a famigerada NRAU ou Lei nº31/2012 cuja petição corre na internet (http://www.peticaopublica.com/?pi=P2013N38336) – que tem sido o principal, mas não único, coveiro destas livrarias citadinas. Para que um dia destes não sejamos confrontados com mais um MacDonald´s onde antes existia um espaço de cultura e conhecimento.




sexta-feira, 19 de julho de 2013

Minipreço - Contra o terrorismo patronal, lutar pelo derrube do governo terrorista Coelho/Portas!

Há dias, um grupo de trabalhadores da loja deste grupo de supermercados, situado na rua Miguel Bombarda, no Porto, manifestou-se à frente das respectivas instalações contra a forçada transferência de 4 trabalhadores para outras lojas, muito mais distantes dos locais de residência desses mesmos trabalhadores (Maia e Vila Nova de Gaia, nomeadamente). Esta transferência, imposta de imediato, teve como pretexto a greve efectuada por esses mesmos trabalhadores no dia da última greve geral a 27 de Junho passado.
Mas o nome Minipreço veio agora também a lume com a denúncia de que o novo patrão da loja situada na Av. 25 de Abril, em Massamá, “propôs” uma redução de salário às trabalhadoras de 30%. As respectivas trabalhadoras, corajosamente, não aceitaram em bloco esta afronta miserável e decidiram, feitas as contas, que ficariam a ganhar muito menos do que vão ganhar no desemprego e, ao mudarem de empresa (embora o nome do supermercado se mantenha), também perderiam direito às respectivas indemnizações. Naturalmente estes trabalhadores serão substituídos por uma nova equipa a trabalhar no local por meia dúzia de tostões.
Estes exemplos são bem demonstrativos como estes grupos retalhistas, bem representativos dos patrões no nosso país, “trabalham” para defesa do mais baixo salário e condições de trabalho degradantes.
Só existe uma saída para os milhares de trabalhadores deste sector: lutarem com denodo e em conjunto com todos explorados e oprimidos, pelo derrube deste governo terrorista, cúmplice destes flagrantes ataques aos direitos mais elementares dos trabalhadores, mostrando assim aos seus camaradas de trabalho que vale pena lutar contra a exploração e a opressão.

Retirado de:

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Golpe de estado visa sequestrar vontade popular

A mistificação que está a ocorrer em torno da acção política levada  cabo por Cavaco Silva, designada por compromisso para a salvação nacional, é transversal a todos os partidos do chamado arco parlamentar.

De facto não admira que quem, em 2011, assinou o Memorando de Entendimento com a tróica germano-imperialista – PS, PSD e CDS – se disponha agora a dar resposta positiva ao apelo do presidente para estabelecer este autêntico pacto de traição nacional.

Também não surpreende que aqueles que clamam pela renegociação e pela reestruturação da dívida, admitindo que parte dela é “legítima” e que, portanto, deve ser paga,  e escamoteando que a dívida é um instrumento da dominação imperialista sobre Portugal e de chantagem, exploração, miséria e humilhação sobre o povo e quem trabalha, não façam qualquer referência ao facto do que o que realmente  sucedeu foi um golpe de estado.

O que todos eles, com uma linguagem mais à direita, ao centro ou à esquerda escamoteiam, tal como o fizeram durante as eleições legislativas de 2011, é que, quando e se o povo for chamado, através do seu voto, a determinar qual a solução que deseja para a crise e para a dívida, seja confrontado com o facto de, afinal, essa solução já ter sido previamente encontrada.

É precisamente isto que o golpe de estado levado a cabo por Cavaco Silva visa. Transformar as anunciadas eleições antecipadas de Junho ou Julho de 2014 – a cenoura que Cavaco acenou à direcção oportunista e traidora de Seguro – numa autêntica farsa.

Numa encenação que a tróica germano-imperialista preparou meticulosamente, lançando mão de um compromisso para a salvação nacional – que mais não é do que a reprise do Memorando de entendimento de 2011 , assinado pelos mesmos partidos que agora se dispõem a assinar este pacto de traição, PS, PSD e CDS .

O compromisso de mais austeridade, de mais medidas terroristas e fascistas a aplicar contra o povo e quem trabalha, o compromisso de vender por trinta dinheiros a soberania e a independência nacional, persistindo em amarrar Portugal ao euro e à União Europeia, precisamente os instrumentos que levaram a esta autêntica tragédia nacional.

Desenganem-se aqueles que acreditam que podem pescar nestas águas turvas da traição e delas retirar benefícios próprios. Cairão, como todos os traidores, às mãos do povo. E verificarão, por experiência própria, que o povo português sempre soube, ao longo da história, qual o destino a dar a todos os Migueis de Vasconcelos: defenestrá-los, derrubá-los do pedestal da arrogância e terror onde se julgam intocáveis.

É cada vez mais clara e notória que a única saída, a única solução a favor dos interesses do povo e de quem trabalha, passa pelo derrube deste governo de traição nacional e do seu chefe Cavaco, da constituição de um governo democrático patriótico que consiga agregar e representar os interesses do maior número de classes e sectores de classe – desde a classe operária e dos trabalhadores de vários sectores até pequenos e médios empresários.


Um governo cujas primeiras medidas sejam decretar a suspensão do pagamento da dívida e dos juros, implementar um plano criterioso de investimentos produtivos assente no princípio da recuperação do nosso tecido produtivo e prepare o povo e o país para a saída do euro e da União Europeia.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Um bufo num covil de bufos

manifestacao exemploA gravidade da situação política criada pelo golpe fascista do ditador Cavaco, ao colocar todo o sistema político em Portugal sob o seu comando directo para explorar e assassinar o povo ao serviço da tróica germano-imperialista, ficou mais uma vez patente quando o tirano de Boliqueime mandou colocar um bufo (de nome David Justino) nas reuniões que dirigentes do PSD, do CDS e do PS estão a realizar para elaborar o “compromisso de traição nacional” que lhes foi ordenado de Belém.
Mais grave ainda do que este acto vil do ditador Cavaco foi a reacção servil ao mesmo por parte dos participantes nas referidas reuniões e também da generalidade dos órgãos de comunicação social.
Com a naturalidade própria dos lacaios, a comunicação social informou que o bufo Justino participou na reunião de ontem com o fito de ir depois informar o chefe se o que ali se passou corresponde às instruções por ele dadas. E, adoptando a mesma postura, os participantes na reunião aceitaram como normal estarem a ser espiados e controlados em directo e ao vivo por um enviado do führer, ao qual aceitaram submeter-se.
Dos representantes do PSD e do CDS já se esperava uma atitude como esta, embora se possa suspeitar que, mesmo dentro desses partidos, haverá gente capaz de se indignar com a humilhação e o atropelo aos valores mínimos da democracia que este acto pidesco representa.
Mas no caso dos representantes do PS, a coisa fia mais fino. Mesmo conhecendo a faceta colaboracionista e traidora da direcção deste partido, posta em evidência nos dois últimos anos perante a ocupação imperialista do país e os sucessivos ataques terroristas aos trabalhadores e ao povo, é preciso exigir da maioria dos militantes e simpatizantes do PS, que se consideram democratas e patriotas, uma posição de firme denúncia e repúdio pela postura de lacaios adoptada pelos dirigentes do seu partido.
Se tais denúncia e repúdio se impunham já pelo simples facto de a direcção do PS aceitar as ordens de Cavaco para se empenhar no dito “compromisso de traição nacional”, elas justificam-se ainda mais perante a atitude agora tomada de aceitar nas reuniões um bufo do presidente.
Um dos representantes do PS nestas reuniões é Alberto Martins, um personagem que, erradamente como se vê, ainda é hábito associar a um passado antifascista. É preciso lembrar a este cavalheiro que, se já é grave ele aceitar caucionar o golpe fascista desencadeado pelo presidente da República através da sua participação nestas reuniões, mais grave ainda é ele aceitar que um bufo de Belém, assumindo-se como tal e sentado mesmo ao seu lado, lhe vigie as palavras e os actos. Que vergonha! Que traição aos princípios democráticos que Martins e companhia afirmam serem os seus!
Gente que se presta a este papel de sabujos é gente que está disposta a aplicar, contra os que enfrentam o terrorismo e o fascismo e contra todos os democratas e patriotas consequentes, os mesmos meios repressivos de que agora são o alvo. É isto que está em causa quando se denuncia este episódio tão execrável quanto esclarecedor. Os dirigentes do PS estão, de motu proprio, a assumir-se como cúmplices de um golpe fascista de destruição do regime democrático e preparam-se, além disso, para serem agentes e executantes de actos repressivos fascistas contra todos os que se levantem, de uma forma firme e consequente, para defender a democracia e a independência nacional.
Uma corrente de indignação e de revolta irá certamente derrotar as presentes manobras do presidente, do governo e dos seus lacaios. Todos os meios para alcançar este objectivo são legítimos e necessários. Os ditadores, os opressores e os bufos ao seu serviço serão esmagados pela luta das massas trabalhadoras e de todos os democratas e patriotas. Ao combate! O povo vencerá

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domingo, 14 de julho de 2013

O Golpe de Estado de Cavaco Silva

Na passada 4ª fª, dia 10 de Julho, Cavaco Silva pôs em marcha um autêntico golpe de estado visando impor, totalmente à margem da Constituição, uma "solução" para a crise política tão autoritária quanto reaccionária.
Havendo compreendido que o Governo de traição nacional de Coelho e Portas se encontra mais isolado e desprezado pelo Povo do que nunca, e que só já o punhado de banqueiros que têm lucrado milhões com a política da tróica é que ainda o apoia, Cavaco recusa-se, sob argumentos tão falsos como chantagistas, a tomar a única medida que a Constituição lhe permite e, mais do que isso, lhe impõe, ou seja, a demissão do Governo e a convocação de eleições legislativas antecipadas. E, empenhado em fazer aplicar, dê por onde der, a política terrorista de austeridade e devastação que os seus patrões da tróica lhe encomendaram, trata de, à margem de quaisquer eleições, impôr as suas próprias medidas e decisões de governo, e as quais, aliás, procurando amarrar o País ao pagamento da dívida durante as próximas duas ou três décadas, vão muito para além de qualquer mandato eleitoral!
Deste modo, ao não aceitar a remodelação do Governo apresentada por Passos Coelho - que até aqui tanto e tão extremosamente apoiara - Cavaco deixou-o sem qualquer força ou margem de manobra, mesmo que o PSD e o CDS ainda se não tenham disso apercebido. E, ciente de que este governo e estes dois Partidos já não são capazes de, só por si, levarem a cabo a tarefa de, à conta e sob o pretexto do pagamento da dívida e da permanência de Portugal no euro, levar os portugueses à mais completa miséria e o País à completa destruição, tenta integrar e comprometer o PS de Seguro nesse programa de acção governamental para as próximas décadas, de forma a garantir que, se e quando um dia se realizem eleições, a capacidade de decisão e escolha do Povo português haja sido completamente sequestrada pelo "compromisso de desastre nacional" que Cavaco tratou entretanto de impôr, estando assim todas as medidas já previamente definidas e adoptadas.
Cavaco, arrogando-se poderes de governação que a Constituição lhe não confere de todo, tratou de impôr a sua "solução" de governo (PSD/CDS/PS) e respectivo programa político (aplicação das medidas da tróica e continuação de Portugal no euro), ameaçando mesmo que se os partidos não aceitarem essa sua solução poderá recorrer o "outros meios", inclusive a nomeação dum governo de iniciativa presidencial que leve a água ao mesmo moinho.
Para Cavaco, a Constituição não existe, as eleições são uma maçada e um factor de "instabilidade" que importa evitar a todo o transe, e apenas são aceitáveis os governos e programas que sejam os seus. Para Cavaco, os trabalhadores e o Povo em geral só existem para vergar a mola, trabalhar cada vez mais, receber cada vez menos, viver cada vez pior e manter a boca calada. E o momento final da proclamação televisiva do passado dia 10, com Cavaco voltando as costas e afastando-se altivamente de quem o estivera a ouvir, constituem uma eloquente imagem do ditador de Boliqueime.
Ora numa situação como esta, aquilo para que os trabalhadores e demais elementos do Povo português se devem mobilizar é para lutar, e lutar cada vez mais firme e decididamente, pelo derrube do Governo e pelo derrube de Cavaco. Impõe-se reafirmar as vezes que forem precisas que o Povo não deve pagar uma dívida que não foi ele que contraiu nem foi contraída em seu benefício, que o Governo PSD/CDS e Cavaco devem ir para a rua, que devem ser realizadas eleições antecipadas com vista à criação dum Governo Democrático Patriótico, sendo muito importante sublinhar que, numa situação como a presente, ser de esquerda é ser democrata e patriota e que todas as forças, partidos, associações e personalidades que o são se devem agora unir, sem quaisquer excepções ou discriminações, para derrubar o governo de vende-pátrias PSD/CDS e o ditador Cavaco.
E impõe-se também exigir total clareza ao PS e em particular à sua direcção, que aliás ainda não fez sequer a crítica da anterior governação de Sócrates, que é também um dos principais responsáveis pela situação calamitosa em que o nosso País se encontra. A direcção do PS tem assim de esclarecer de forma inequívoca não apenas se rejeita ou aceita a solução ditatorial de Cavaco mas também aquilo que pretende fazer acaso venha a ser governo - vai ou não revogar as alterações terroristas às leis laborais? Vai manter ou continuar o genocídio fiscal contra quem trabalha, em particular os reformados e pensionistas? Vai continuar ou fazer cessar o ataque descabelado contra os trabalhadores da Administração Pública?
No momento presente, em que Cavaco rasgou definitivamente a Constituição e liquidou o sistema político democrático, e assim inviabilizou por completo os meios formalmente "legítimos" para pôr fim a um Governo por completo desmascarado e isolado pela política reaccionária e terrorista que vem aplicando, impõe-se levar para a rua o combate pela Liberdade, pela Democracia e pela Independência Nacional, desenvolvendo todas as formas de luta, desde concentrações, protestos e manifestações até às greves e sobretudo uma nova Greve Geral, com os objectivos políticos muito claros do derrube simultâneo do Governo e de Cavaco e da instituição dum Governo Democrático Patriótico!
Os traidores à Pátria, expulsam-se e os ditadores, derrubam-se! À luta, pois, pela Liberdade, pela Democracia e pela Independência Nacional!

Comité Permanente do Comité Central

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sábado, 13 de julho de 2013

Um compromisso de salvação nacional:

Histórias de salta portinhas e de salta pocinhas!


Tantas e tão profusas em promessas de fidelidade foram as cartas que Seguro enviou a Christinne Lagarde, presidente do FMI, ao BCE e à Comissão Europeia, que Cavaco, perante o nado morto de um governo de traição nacional, assente na coligação PSD/CDS, e a mando daquelas entidades que não querem que esta oportunidade seja perdida, aproveitou o empenho do personagem em colocar-se em bicos dos pés para demonstrar que está disposto a ser o bombeiro voluntário da crise que a austeridade e a inépcia de Cavaco, Coelho e Portas provocaram, para promover um compromisso de salvação nacional.

Muito antes de Mário Soares ter classificado Portas como salta-pocinhas, já nós havíamos atribuído ao anterior presidente francês, Nicolas Sarkozy, essa função. O facto, porém, é que se Portas é o salta pocinhas, Seguro será o salta portinhas, pois anda a bater de porta em porta, a colocar-se em bicos dos pés, para demonstrar que ele está disposto a tudo fazer para assegurar que os termos do memorando que o seu partido subscreveu com a tróica germano-imperialista serão cumpridos, desde que haja lugar a …renegociação!

No debate sobre o estado da nação que ocorreu esta 6ª feira, a meio de uma troca de mimos entre Coelho e Seguro, durante as quais mandavam recados um ao outro sobre os termos de referência das negociações para o tal compromisso patrocinado por Belém, e face a um manifesto impasse, Cavaco manda uma nota curta, mas significativa, aos subscritores do memorando com a tróica germano-imperialista, que espera deles maior rapidez em chegarem a um consenso.

Tal como sempre dissemos, uma vez pró-tróica…para sempre pró-tróica! Seguro e seus pares fazem saber que reconhecem que “quem manda nos destinos de Portugal e dita as medidas terroristas e fascistas que têm sido aplicadas sobre os trabalhadores e o povo português, é a tróica germano-imperialista e as organizações que os seus interesses defendem, tornando-se, pois, necessário, este seu prestar de vassalagem ao invasor e colonizador”.

Ao que o povo tem assistido é ao instilar do medo, à chantagem de que ou se aceitam os ditames dos credores ou o que o espera a ele e aos trabalhadores portugueses será a miséria, o não haver dinheiro para se pagarem as pensões e outras prestações sociais, a total bancarrota do país, como se este não produzisse mais de 15 mil milhões de euros de PIB mensal e como se o problema não residisse no facto de não haver dinheiro suficiente para servir dois senhores: o povo, o seu direito a uma vida condigna, o seu direito à saúde, à educação, à habitação, a um salário digno e às prestações a que tem direito,  e os grandes grupos financeiros e bancários que acumulam fortunas à custa de juros faraónicos e dívidas ilegais, ilegítimas e odiosas.

O paradigma do comportamento político do PS e seus congéneres europeus, desde François Hollande até Bersani, líder de uma suposta frente de centro esquerda, em Itália, tão citado durante o supracitado debate sobre o estado da nação, como sendo um exemplo a seguir por Portugal, tem sido sempre o mesmo. Isto é, face ao crescente descontentamento e revolta popular, sobretudo a nível dos países do sul da Europa, aparecem estes bombeiros do capital, cuja tarefa é a de abafar e apagar o fogo dessa contestação e luta,  a afirmar qualquer coisa como o seguinte: existe dívida, logo tem de ser paga, pelo povo, mas em prestações suaves e com uma carga fiscal menos dolorosa!

A velha história do polícia bom e do polícia mau! Porque se deve, a quem se deve e quanto se deve, continua a ser escamoteado, pois esta gente sabe que, no dia em que o povo tiver uma resposta cabal a estas questões se recusará, em definitivo, a pagar uma dívida que não contraiu, uma dívida da qual em nada – pelo contrário – beneficiou.

Chegámos a um ponto em que é cada vez mais fundamental, do ponto de vista estratégico, que se separem as águas entre aqueles que defendem o fim e a expulsão da tróica do nosso país, daqueles que aceitam o protagonismo, a liderança e os ditames que a mesma impõe aos trabalhadores e ao povo português. E essa separação de águas é tanto mais necessária quando Seguro e o PS, numa tentativa vã de cavalgar o descontentamento popular, pretendem retirar dividendos políticos, já tendo no horizonte próximo a possibilidade de Cavaco não ter outra alternativa do que confirmar a certidão de óbito que já decidiu emitir para este governo de traição nacional moribundo, ferido de morte pela luta intensa e sem tréguas que a classe operária, os trabalhadores e o povo português lhe tem movido para o derrubar.

 Desiluda-se Seguro. Ninguém se deixará encantar pelo seu canto de sereia nem pelo seu tacticismo oportunista e cobarde. Nesta cada vez mais clara, intensa e mobilizada luta que opõe as forças democráticas e patrióticas, anti-imperialistas, anti-tróica às forças pró-imperialistas, pró-tróica, capitalistas, os militantes e simpatizantes do PS serão bem vindos ao campo democrático patriótico porque é seu dever, e corresponde aos seus interesses de classe.


Porque, esses sim, estão verdadeiramente empenhados na luta contra as políticas e programa impostos pela tróica germano-imperialista. Porque, esses sim, persistem no seu empenho na luta pelo derrube deste governo de serventuários protagonizados por Cavaco, Coelho e Portas a que, pelos vistos, Seguro pretende agora dar uma mão e uma preciosa ajuda. Porque, esses sim, reconhecem que a única saída para o povo e quem trabalha consiste na constituição de um governo democrático patriótico que assegure a expulsão da tróica germano-imperialista do nosso país, a suspensão do pagamento da dívida e dos juros e a preparação do país para sair do euro e da União Europeia. 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O discurso da traição nacional

Um compromisso para o reforço da exploração do povo e perda de soberania do país!

Na sua alocução ao país, Cavaco avançou três grandes linhas de pensamento:

1.       A chantagem - Que a solução que passa pela dissolução do parlamento acarretaria para os portugueses, depois de tantos sacrifícios que lhes foram exigidos – o eufemismo da declaração escamoteia a natureza terrorista e fascista das medidas que foram impostas pelo seu governo de traição nacional – enormes riscos, consubstanciados, em última análise, na necessidade de se recorrer a um 2º resgate

2.       O Memorando – Recordou que são três os agentes políticos – PS, PSD e CDS – que subscreveram o Memorando de Entendimento e que, portanto, não faz sentido, no seu entender, sujeitar o país e o povo a um acto eleitoral que estaria, segundo ele, conformado (para não dizer ensombrado)pelo que a tróica germano-imperialista impôs através desse documento

3.       A Solução – Um Compromisso de Salvação Nacional! Isto é, reconhecendo que o governo está em plenitude de funções, apela a que o PS participe na refundação do estado, via participação, no curto e médio prazo, na aprovação e aplicação das medidas que assegurem que, por um lado, o povo continue a pagar uma dívida que não contraiu e da qual não retirou qualquer benefício e, por outro, imponha o modelo de competitividade que os grandes grupos financeiros e bancários, a sua tróica e o imperialismo germânico têm em mente, isto é, a sujeição da classe operária e dos trabalhadores portugueses a um esquema de trabalho intensivo, pouco qualificado e baratinho, transformando o nosso país numa espécie de Malásia da Europa.

O que Cavaco não precisou de dizer, mas está implícito no seu discurso de sedução,  foi que, estando o PS comprometido com o Memorando com a tróica germano-imperialista, conta com a sua participação nesta solução de compromisso de salvação nacional, sendo que o prémio que lhe estaria reservado era o de, até Junho de 2014 – data em que termina o programa de assistência – satisfaria a sua exigência de dissolver a Assembleia e convocatória de eleições antecipadas.

Mas, o prémio adicional tem de ser contextualizado no facto de as mais recentes sondagens levadas a cabo pela Universidade Católica revelarem que, se é certo que o PSD desce seis pontos percentuais, o PS não descola dos 31% (tendo, até, baixado dois pontos percentuais). E qual é esse prémio? É o de, até Junho de 2014, PS, PSD e CDS, através do compromisso de salvação nacional, salvarem a face por terem todos subscrito o Memorando de Entendimento com a tróica, e PSD e CDS o estarem a executar, e terem tempo para destilar toda a sorte de promessas, mentiras e intrigas que conduza a uma melhor perspectiva eleitoral para cada um destes partidos pró-tróica, que evite que o poder caia na rua, isto é, não venha a estar ao serviço de uma verdadeira política nacional, democrática e patriótica, anti-imperialista.

Este discurso de Cavaco é o reconhecimento de que a contra-revolução está num impasse. Os diferentes sectores da burguesia não se entendem quanto ao modo e à intensidade da exploração a que pretendem sujeitar os trabalhadores e o povo. Nenhum dos sectores da burguesia tem força para protagonizar a sua solução. Como não tem força para subjugar um cada vez mais pujante movimento democrático patriótico que indica um outro modelo, uma outra solução, um novo paradigma. E é precisamente por temer que as forças da revolução se agigantem ainda mais e deponham, sem hesitações, este governo de traição nacional, que Cavaco faz ver aos diferentes sectores da burguesia quão suicida pode ser esta luta fratricida.


A alocução de Cavaco é mais um episódio na política de traição nacional que prossegue, é mais um capítulo  da história de serventia ao serviço do imperialismo germânico e dos grandes grupos financeiros e bancários e contra o povo e quem trabalha. É uma clara afronta, aliás, à exigência e ao clamor de vastos sectores do mundo do trabalho, mas também de intelectuais, personalidades independentes, plataformas cidadãs e elementos com e sem partido que manifestaram de forma viva e clara a sua oposição à continuação de uma política que mais não faz do que agravar a condição de protectorado ou sub-colónia de Portugal, remetendo para um agravamento das condições de vida o povo e quem trabalha.

Na audiência com Cavaco

Direcção da UGT dispõe-se a ser muleta de governo refundado!


Ao ouvir as declarações de  Carlos Silva, actual Secretário-Geral da UGT, à saída da sua audiência com Cavaco Silva, seríamos tentados a pensar que o homem chegou, viu e nada disse. Mas, uma análise mais rigorosa das mesmas levam-nos a outra e bem diversa conclusão.

Carlos Silva, além de se prestar a uma monumental encenação em curso para enganar o povo português e levá-lo a pensar que tem muita sorte em que a crise política provocada por um dos parceiros da coligação serventuária dos interesses do imperialismo germânico esteja a ser resolvida pelo salvador Cavaco, vem afirmar que para ele e para a direcção da central sindical a que preside é indiferente o governo que estiver em funções!

Ora bem, como não é a demissão do governo que este personagem exige, a única ilação que podemos retirar é a de que para Carlos Silva e a direcção actual da UGT, o governo de traição nacional, protagonizado por Cavaco, Coelho e Portas, refundado ou não, é legítimo, assim como têm sido legítimas as medidas terroristas e fascistas que tem vindo a impôr aos trabalhadores e ao povo português.


Em vez de exigir a demissão do governo  este pateta, que muito agrada à ala mais à direita do PS de Seguro (a quem convém sempre ter um trunfo destes na manga), vem afirmar que para os trabalhadores qualquer governo serve, desde que as políticas que implemente não sejam contrárias aos interesses que a direcção da UGT defende, que não são, certamente, os interesses do povo e de quem trabalha.

domingo, 7 de julho de 2013

A saída de Coelho da cartola

Uma palhaçada de S. Bento a Belém a merecer a 

devida resposta dos trabalhadores!


Depois da decisão irrevogável de Paulo Portas de abandonar o governo que aparentava uma ruptura definitiva da coligação, Passos Coelho acaba agora de anunciar que comprou a revogação da irrevogabilidade de Paulo Portas com o reforço do CDS no governo.
Só isto – é que, como é evidente, desde o início que nunca esteve em causa qualquer modificação na política do governo, nem, muito menos, a queda do governo.
Toda esta (nojenta) palhaçada para iludir e distrair a atenção do povo português das consequências da submissão aos ditames da tróica e da persistência no pagamento de uma dívida impagável mereceu, como se percebeu, a cobertura do clown-mor de Belém.
Para Cavaco, democracia é dar seriedade a palhaçadas destas, desde que palhaços intervenientes disponham de maioria no parlamento.
Tal como sempre defendemos, não há que alimentar quaisquer falsas e perigosas expectativas em que o governo saia pelo seu pé ou por intervenção de Cavaco Silva. Cavaco que resolveu mesmo antecipar, através de um concílio de economistas por ele organizado – como se os economistas tivessem que se meter na política -, a orientação política de um novo governo, seja ele qual for.
Esta manobra da coligação de traição nacional no poder deve merecer a resposta que sempre defendemos – intensificação da luta pelo derrube deste governo de vende-pátrias para substitui-lo por um governo democrático patriótico, com base na mesma ampla frente política e social que levar a esse derrubamento.

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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Gaspar e Proença:

Mesmo defuntos ainda ensombram vida do trabalhadores!


A crendice popular afirma que até do mais profundo dos túmulos, por vezes existem mortos que, mesmo defuntos, ainda ensombram as nossas vidas, no caso vertente a vida dos trabalhadores e do povo. E foi o que aconteceu recentemente quando, no último dia em funções, Vitor Gaspar assinou um decreto que determina que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social ( FEFSS) terá de adquirir 4 mil milhões de euros de dívida soberana.

E isto apesar de que, quando ainda era Secretário Geral da UGT, o traidor João Proença ter ameaçado um corte de relações com o governo de serventuários da tróica germano-imperialista, dirigido por Cavaco/Coelho/Portas, se este viesse a alterar o modelo contributivo da segurança social.

Mesmo tendo este traidor reclamado que a sua grande vitória teria sido assegurar que os acordos alcançados na concertação social favorecessem os interesses do povo e de quem trabalha e a segurança daqueles fundos, o que é agora evidente, tal como na altura denunciámos,  é que aqueles fundos estão comprometidos, como estão comprometidas as reformas que os mesmos suportam.

Sendo público, há uma semana, o conteúdo e intenções deste decreto assinado pelo  moribundo Vitor Gaspar, o que é certo é que não se conhece do  actual Secretário-Geral da UGT, Carlos Silva, nenhuma reacção àcerca das implicações da execução do mesmo. Lá diz o velho ditado popular que quem não quer ser lobo que não lhe vista a pele!


Tal como afirmámos no artigo  Quando um traidor se indigna com uma traição -http://queosilenciodosjustosnaomateinocentes.blogspot.pt/2012/12/quando-um-traidor-se-indigna-com-uma.html -, as principais alterações contempladas na Lei Geral do Orçamento para 2013, prendiam-se com a possibilidade de o governo roubar aos pensionistas cerca de 5% do montante das suas reformas, podendo, como pretende agora,  vir a recorrer ao Fundo de Estabilização Financeira (FEFSS) como garantia dos empréstimos a contrair pelo estado, fundo este que gere, actualmente, cerca de 10 mil milhões de euros.


Apesar de na altura afirmarmos que o personagem em questão aceitou, em sede da concertação social … vender os interesses dos trabalhadores, dos pensionistas, do povo em geral, apondo a sua assinatura em acordos que deram azo a legislação facilitadora e embaretecedora dos despedimentos, e de,  o mesmíssimo personagem,  apesar de ter aceite  pactuar com legislação laboral que promove o roubo dos salários e do trabalho, ter vindo, todo ufano, como se fosse possível branquear a história das suas constantes traições ao mundo do trabalho e ao movimento sindical, afirmar que dadas as nossas responsabilidades perante os trabalhadores e perante o país, se o governo não respeitar a autonomia da segurança social e o quadro constitucional e legal que o rege, a UGT assumirá a ruptura das relações com o governo, o que é certo é que os trabalhadores e o povo vêem-se hoje confrontados com a real ameaça de os fundos que garantem parte das suas reformas serem completamente alienados à dívida soberana.

Como se revelou tão certeira a nossa denúncia de então quando referia que a suprema hipocrisia de João Proença, ao serviço da burguesia e dos seus interesses, só visava paralisar e desviar a luta dos trabalhadores, sendo que  os inúmeros atropelos à constituição, o sistemático fechar de olhos do Tribunal Constitucional a esses atropelos, mancomunados com o governo de traição PSD/CDS, nunca fizeram Proença indignar-se... nunca fizeram o Proença dispor-se a participar na mobilização para a luta, mormente para a Greve Geral que tinha ocorrido a 14 de Novembro e da qual a UGT se havia demarcado, por indicação do traidor Proença, nem, muito menos, para aceitar o princípio de que deveriam ser convocadas todas as greves gerais que forem necessárias até ao derrube deste governo e à constituição de um governo democrático patriótico. No artigo em questão, e porque a ligação de um facto a outro era por demais evidente, denunciávamos, ainda, que a tudo isto, se devia somar a mais recente colaboração do mesmo Proença com o governo na medida tomada por este de distribuir metade dos subsídios de férias e de Natal pelos salários ao longo do ano, medida que visa camuflar o roubo do salário e do aumento do imposto sobre o rendimento do trabalho.

A confirmar o que na altura dissemos, isto é, que as ameças de Proença funcionavam como música – celestial – para os ouvido de Cavaco, Coelho e Portas, e de que estes não tremeriam como varas verdes face a elas, aí estão as consequências do ultimato do traidor João Proença! Para além de já estar a pagar uma dívida que não contraiu, nem dela tirou qualquer benefício, através do aumento dos salários, da facilitação e embaretecimento dos despedimentos, do aumento da carga horária, do roubo dos salários, do corte nas prestações sociais, do aumento do custo de vida e do que mais se verá,  o facto é que este arranjinho que o governo, com a colaboração de Proença, cozinhava, vai ser aplicado e uma vez mais, claro está, o pagante será o mesmo de sempre, isto é o trabalhador e o povo.

Este decreto não só confirma a justeza da denúncia que fazíamos na altura àcerca da miserável traição de Proença, como evidencia a razão que nos assistia quando afirmávamos que, relativamente à questão dos apetitosos 10 mil milhões de euros geridos pelo FEFSS,  sendo evidente que este governo está empenhado em acatar e impor os ditames da tróica germano-imperialista, em fazer o povo pagar uma dívida que não contraiu, nem dela beneficiou, sendo certo que, apenas em juros especulativos para encher os bolsos dos grandes grupos financeiros e bancários – sobretudo alemães -, foram roubados aos salários e ao trabalho, foram roubados à custa dos cortes na saúde, na educação e nas prestações sociais, mas também no aumento desbragado dos impostos directos e indirectos, mais de 9 mil milhões de euros em 2012 e que tal montante se deverá situar em mais de 13 mil milhões de euros em 2013, o mais certo é que este bolo, esta iguaria, toda ela fruto dos descontos de décadas de trabalho esforçado que os trabalhadores foram fazendo, está em risco de ser abocanhado, está em risco de ser sacrificado no altar da dívida.

A conclusão a retirar de mais este episódio é a de que só o derrube deste governo, só a expulsão da tróica germano-imperialista do nosso país, só a constituição de um governo democrático patriótico que, no mínimo, suspenda de imediato o pagamento da dívida e do serviço da dívida e prepare a saída de Portugal do euro e da União Europeia, poderá assegurar, não só a salvaguarda dos fundos alocados às merecidas e justas reformas a que os trabalhadores e o povo têm direito, como à prossecução de um plano económico independente e patriótico, ao serviço de quem trabalha e dirigido por quem trabalha.

E, tudo isto, claro está, terá de ser feito nem que para tal os trabalhadores e o povo, que já varreram com o traidor João Proença da história, o tenham de fazer, de novo, em relação a quem pretenda seguir-lhe os passos!

Cabe aos trabalhadores e ao povo exigirem dos seus dirigentes sindicais e dos seus sindicatos – sejam eles independentes ou afectos a uma das Centrais Sindicais, UGT ou CGTP – que organizem uma tenaz luta contra o desvio que está a ser programado dos fundos que asseguram o pagamento das reformas a que têm direito e que podem, assim este decreto venha a ser executado, estar comprometidas.